Thursday, 10 March 2011

Seres invisíveis

Ser invisível é ótimo. É péssimo.
Todo mundo quer ser. Ninguém quer ser.
Achamos que o mundo todo nos ama, nos odeia. Nem sabe quem somos.
E quem sabe afinal? Seria esse o único segredo que sabemos guardar?
Saber pra que, ninguém ganha nada com isso. Bom, talvez você ganhe prestígio. Vergonha.
Deveriam saber. Afinal, quem nunca se sentiu sozinho e abandonado?
Morrem esquecidos, matam e sao lembrados.
15 minutos de fama ou uma vida independente no anonimato? Vai entender?

Thursday, 3 March 2011

Poluindo.

Lixo. Tudo vira lixo hoje em dia. Tudo é descartável, reutilizável, substituível. Papel, plástico, roupas, ipods, computadores… Simplesmente tudo. E quando eu digo tudo, é tudo mesmo. Você pode facilmente fazer de uma pessoa especial, lixo. Pode descartar alguns amigos que não se vestem de acordo. Reutilizar a namorada alheia ou substituir a própria. É simples assim, bastam algumas palavras e está feito. Lixo criado. Criamos o lixo com o objetivo de esquecer dele. Torná-lo algo de presença insignificante. Mas o lixo incomoda mais do que gostaríamos. Começamos a pensar, se valeu a pena jogar no lixo. Afinal, nem era tao velho, tao usado, tao gasto, tao estragado. Era até mais bonito que o novo, mais legal que o novo… Infelizmente, agora já é um pouco tarde pra tirar do lixo. Deveríamos ter pensado melhor antes.
“Quanto mais velho o jeans, mais confortável ele fica.”

Tuesday, 1 March 2011

Terra plana.

Todo dia é assim.
Desligamos o despertador. Resmungamos o dia que nem começou. Nos arrastamos até o banheiro. Trocamos de roupa enquanto esperamos o café ficar pronto. Nos sentamos, com calma ou não, mas tomamos o café, até a última gota, na esperança de um dia melhor. Saímos de casa, rumo à vida. Esbarramos em pessoas invisíveis. Agradecemos sem vontade. Pedimos licença já passando. Damos sorrisos toscos. Até que finalmente, chega a hora do cafézinho. Por 3 goles seu dia parece mudar. Depois voltamos, reclamamos do tempo que ainda falta pra que termine. Até lá, ninguém vive, apenas existe. O tempo acaba, nós vamos embora. Chegamos em casa e ligamos a tv. Passando canais na frustrada tentativa de encontrar algo interessante. Não achando, nos contentamos em assistir BBB. Ficamos cansados. Gastamos litros e mais litros de água numa tentativa de relaxar no banho. Deitamos, pensando em como estamos indo dormir tarde mais uma vez. Reclamamos do dia de amanhã. Dormimos.
E a Terra será plana, até que provemos o contrário.